domingo, 3 de julho de 2011

PM aumenta fiscalização via satélite das viaturas no Rio Monitoramento vai gerar alerta assim que viatura sair de seu raio de atuação


A partir do próximo mês, a viatura da Polícia Militar que ultrapassar os limites de patrulhamento e entrar na área de outro batalhão estará automaticamente na mira do Centro de Atendimento de Emergência, da Secretaria de Segurança Pública, responsável por monitorar 24 horas por dia todas os carros que circulam na região metropolitana do Rio.
No novo sistema, assim que uma viatura entrar na área de responsabilidade de outro batalhão, um alerta aparecerá na tela dos policiais que trabalham no centro e essa entrada precisará ser justificada. O objetivo é ganhar mais agilidade no rastreamento e aumentar o controle sobre o trabalho da polícia. Também está prevista a ampliação do monitoramento para todo o Estado.
O mapeamento via GPS, que já acontece, só é possível graças ao trabalho desenvolvido por uma equipe de 15 policiais que trabalham sob o comando do coronel Erir Ribeiro Costa Filho, superintendente de comando e controle, que também é responsável pelo serviço telefônico 190. Cada PM é responsável por uma área.
Na sala, localizada no prédio da Secretaria de Segurança Pública, no centro do Rio, os policiais monitoram em tempo real todas as viaturas da Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo, e da Polícia Civil. Essas informações são disponibilizadas, se requisitadas, para auditoria ou investigação.
Nas telas dos computadores, é possível acompanhar em tempo real, o local onde estão as viaturas, o seu deslocamento, trajeto percorrido e até a velocidade dos carros. A velocidade padrão para patrulhamento é de 40 km/h. Quando um carro ultrapassa essa velocidade, um alerta é emitido, conforme explica um dos policiais.
- Para nós, aparece um sinal de que a velocidade foi excedida, mas não quer dizer que haja irregularidade. O policial pode estar em uma perseguição, socorrendo alguém.
Fios do GPS
O coronel Erir explica que, além de ajudar o trabalho da própria polícia, o rastreamento é muito útil em investigações, já que todos os dados são gravados. Segundo o oficial, já houve casos em que policiais tentaram burlar o sistema, cortando fios do GPS, por exemplo.
- Isso já aconteceu com mais frequência. Hoje em dia há muito menos casos. O sistema não é perfeito, mas o policial que faz isso está praticamente confirmando sua culpa. Se houve um crime na área em que ele esteve e o sinal do GPS foi cortado exatamente no momento do crime, o policial passa a ser suspeito.
Erir conta que um carro da PM é acionado a partir de ligação para o serviço 190, onde 52 atendentes trabalham. A informação é registrada e uma viatura é acionada e passa a ser monitorada. O centro recebe informações até sobre o encerramento da ocorrência.
Os problemas com trote vêm diminuindo. Em junho passado, o 190 recebeu 18.248 ligações, das quais apenas 1% referem-se a trotes, quando uma viatura é acionada para uma ocorrência inexistente. O que mais incomoda os atendentes são as ligações consideradas indevidas, um total de 5.781, que representaram 31% do total de ligações recebidas pelo 190.
- As indevidas são aquelas para as quais as viaturas nem são acionadas. São pessoas carentes, que ligam para bater papo, paquerar as atendentes e até falar palavrões. Recebemos muitas ligações de crianças, por exemplo. Isso nos atrapalha. Algumas pessoas são até conhecidas, já sabemos os números. Quero ver o dia em que essas pessoas realmente precisarem da polícia.
viaturas


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2 comentários:

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  2. Por onde ele passa,Deus passa com ele.Tudo fica correto e funcional. O Coronél Erir é um exemplo de policial a ser seguido por todos. A PM orgulha-se dele e eu também. Que Deus o proteja sempre.
    Regina Celia

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